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11月17日
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O Trovador
António Zumaia
Só existe um trovador,
se ele pode cantar,
uma trova ao amor.
Da mulher que sente amar.
Canta beleza, desdita...
Canta o sonho de um dia.
Do amor que acredita,
ou da mulher que porfia.
Pois que cante o trovador,
a vida assim necessita;
Que se cante o amor
e tudo que se acredita...
Sines Portugal
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6月14日
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O fim da andorinha. António Zumaia
Voas alegre andorinha, desprezando o mísero chão; Nem sempre serás rainha, do seu pobre coração.
Esse chão que tu desprezas; Que te acolhe e te ama… Nesse céu em que tu rezas, nunca será tua cama.
Vais perder o teu voar, a terra vai acolher-te. É assim que a cantar, o Trovador vai perder-te.
Mau fado é esta vida; Criada para voar… Na sua mão és querida, mas nunca podes ficar.
A poesia é destino, desse pobre trovador. Olha os céus… É divino! Esse teu voo de amor.
Ao perderes teu voar, o triste destino teu; Nas suas mãos acabar, nas trovas que ele teceu.
Sines - Portugal
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10月22日
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Lágrimas do trovador… António Zumaia
Mote:
Porque lágrimas causei, de alegria e muita dor; As minhas eu derramei, de raiva… outras de amor.
Porque lágrimas causei, nesta minha insana vida; Foi carinho que magoei, Em tristeza e ferida.
de alegria e muita dor; nesta vida eu tudo dei… Fui dilecto no amor, que pela vida encontrei.
As minhas eu derramei, Na mulher que foi perdida… Mas tão feliz eu serei, No livro da minha vida.
de raiva… outras de amor. Foi nas lágrimas viver, a alegria e a dor, Que jamais… eu vou esquecer.
27/10/2006
Sines - Portugal
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6月27日
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Arriba andorinha. António Zumaia
Fui na tua vida um mistério; Breve trecho de ópera inacabada. Fui teu consolo e refrigério, depois de mim… ficaste sem nada.
Viste o mundo e o quiseste para ti; Foste trepadeira em tronco seco. Olhei louco e triste te vi, jogada a esmo num pobre beco.
Mas andorinha pode voar… Limpaste as penas, rumo ao céu e bem alto voltaste a sonhar; Esqueceste o mundo e seu escarcéu.
Fiquei nos escombros da melodia, olhando o voo tão elegante. Fiz os poemas que eu queria; Deste-me o sonho… Foi empolgante!
Porque são tantas as andorinhas, que em bando me fazem confundir; No céu são as donas e rainhas e eu não te consigo distinguir.
Como é lerdo o meu pensamento, na recordação que eu queria. Não é vida, é só um lamento; Já perdido na minha poesia.
25 de Junho de 2007 Sines - Portugal
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4月13日
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Foi Andorinha… António Zumaia
Andorinha tu voaste, alegre na primavera. Só que um dia reparaste, que o Inverno já viera.
Já é triste o teu cantar, o teu ninho já é lama… Só por não poderes amar, andas perdida na cama.
Já sem brilho as tuas penas e com frio no coração; Perdeste as tardes amenas, a tua bela ilusão.
O teu voar elegante, perdeu-se na trovoada; Esse teu voo estafante, findou na berma da estrada.
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